1- Quem examinar com atenção a arte nos dias atuais será confrontado com uma desconcertante profusão de estilos, formas, práticas e programas. A arte recente tem utilizado não apenas tinta, metal, pedra, mas também ar, luz, som, palavras, pessoas, comida e muitas outras coisas. As primeiras décadas do século XX iniciam-se com a ampliação de conquista técnicas e progresso industrial do século anterior, mas também com profundas conturbações políticas como: a Primeira Guerra Mundial, A Revolução Russa, o surgimento da fascismo na Itália e Alemanha.
2- A cena contemporânea - que se esboça num mercado internacionalizado das novas mídias e tecnologias e de variados atores sociais que aliam política e subjetividade (negros, mulheres, homossexuais etc.) - explode os enquadramentos sociais e artísticos do modernismo, abrindo-se a experiência culturais díspares.
A obra contemporânea se apresenta como uma duração a ser experimentada, como uma abertura para a discussão ilimitada. A cidade permitiu e generalizou a experiência da proximidade: ela é o símbolo tangível e o quadro histórico do estado da sociedade.
3- A Pop art surgiu e foi reconhecida como movimento nos EUA bem no começo da década de 60. Em 1962, era possível identificar uma sensibilidade comum entre vários artistas, principalmente Roy Lichtenstein( 1923), Andy Warhol, Claes Oldenburg, Tom Wesselman (1931) e James Rosenquist (1923), todos cujas obras utilizavam temas extraídos da banalidade dos Estados Unidos urbanos, uma atitude contrária ao hermetismo da arte moderna.
4- O minimalismo de Donald Judd, Tony Smith, Carl Andre e Robert Morris, por sua vez, localizava os trabalhos de arte no terreno ambíguo entre pintura e escultura. Um vocabulário construído com base e, ideias de despojamento, simplicidade e neutralidade , manejados com o auxílio de materiais industriais, definiram o programa da minha art.
Uma expansão crítica dessa vertente encontra-se nas experiências do pós-minimalismo, em obras como as de Richard Serra e Eva Hesse. Outro desdobramento direto do minimalismo é arte conceitual, que, como indica o rótulo, coloca o foco sobre a concepção - ou conceito - do trabalho. Sol LeWitt em seus parágrafos sobre Arte Conceitual (1967), esclareceu: nessas obras, "a ideia torna-se uma máquina de fazer arte".
5- Em relação ao cenário brasileiro, as Bienais Internacionais de São Paulo ajudam a mapear as diversas soluções e propostas disponíveis nos últimos anos. Na década de 1980, a exposição Como Vai Você, Geração 80?, no Parque Lage, Rio de Janeiro, e a participação dos artistas do Ateliê da Lapa e Casa 7 na Bienal Internacional de São Paulo, em 1985, evidentemente as pesquisas visuais.
Resumo: Leitura e Interpretação - Exercícios do olhar
1- Esta instalação, de Regina da Silveira, traz a Roda de Bicicleta de Marcel Duchamp, que na verdade é uma alusão da obra da artista. A sombra pode marca aqui o legendado deixado por Duchamp, nas suas investidas para a Arte Conceitual, a sombra como metáfora, daquele objeto causador de estranhamento, mesmo não estando presente, sua obra (a sombra dela, por impossibilidade de estar) está presente causando outros estranhamentos na arte de hoje.
Regina da Silveira nasceu no Brasil em 1939, importante artista multimídia e pioneira da vídeo-arte no país.
As Anamorfoses indicam as figuras formadas de novo, anamorfose sendo a projeção de uma forma fora de si mesma.
2- A Monalisa, - a pintura mais famosa e mais conhecida no mundo, foi uma encomenda do retrato de uma dama florentina chamada Lisa, que nunca foi entregue. O que logo impressiona na obra é o grau surpreendente com que Lisa parece viva, olha para nós e possui um espírito próprio. Como um ser vivo, parece mudar ante aos nossos olhos, personificado talvez, o próprio espírito da natureza, como Leonardo da Vinci o conhecia em sua visão de vida.
Aos 64 anos e doente, Leonardo da Vinci aceitou o convite do rei Francisco I, da França, para viver no castelo de Cloux, ele levou o quadro consigo e o guardo até a morte. Daí o quadro se encontrar, hoje, no Museu do Louvre em Paris.
3- Última ceia - afresco - a figura do Cristo é representado com os braças abertos, em um gesto de resignação tranquila, a forma do espaço é vista como um imenso volume aberto, cujo eixo central e ponto de fuga coincide com a cabeça do Cristo e dela emana novamente- eixo do espaço, abrange recolhe e reflete - implicitamente - o espectador que se encontra na frente do quadro.
A ceia, de Leonardo da Vinci, pode ser contemplativa ou melancólica. Coexistindo em vários níveis, os significados não podem ser arbitrários.
4- Michelangelo - Entre 1508 e 1512 viveu outro grande gênio do Renascimento que foi Michelangelo, que dentre outras obras, trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Dentre muitas cenas uma particularmente representativa é A CRIAÇÃO DE ADÃO. Na obra Deus é representado por um homem de corpo forte envolto num manto flutuante em forma de concha e abraçado a seres celestes, estende a mão para tocar a de Adão - acumula toda força e amparo.
5- Dadaísmo - expliquei que foi um movimento lançado em 1916, com o objetivo de protestar contra a I Guerra Mundial e que artistas e intelectuais de diversas nacionalidades, exilaram-se em Zurique, na Suíça. O nome dadá foi casual, escolhido abrindo-se um dicionário ao acaso.
Roda de Bicicleta foi primeiro ready-made criado por Marcel Duchamp que tornou pose de um objeto e o resignificou, dando então a este o estatuto de objeto artístico, não para serem julgados se são belos ou feios, mas para fazer o espectador refletir sobre o que você ver. O fato é que, através dos objetos que criaram, os artistas dadaístas desenvolveram novas possibilidades formais e todo um vocabulário novo veio enriquecer a linguagem nos vários campos da arte do século XX.
Alunno(a) Tamyles Souza
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